Marina Ricciardi
(Crônica escrita a partir da história contada por Júlia Dantas)*
domingo, 27 de junho de 2010
Dois lados da mesma moeda*
Se a vida acabou se desenrolando de tal forma, ela acata, mas quem a vê passar na rua dificilmente imaginaria tantas coisas que sua personalidade carrega. De saia florida, sapato baixo, cabelos curtos, olhos verdes e rosto meigo, a menina se caracteriza. No namoro sério, no trabalho integral, na rotina de morar só e nos compromissos da faculdade, a mulher se revela.Aos 17 anos Júlia se viu longe dos pais, tendo que assumir por si a vida. O que seria um susto, para ela soa natural. Nessa rotina ora atribulada, ora pacata, a menina-mulher tem suas particularidades.Até parece um paradoxo quando ela diz que não crê em Deus, mas demonstra-se tão amável. Muitas pessoas lhe perguntam: “Se você não acredita em Deus, para quê vive?” A resposta é bem simples, vive para dar sua porção, seus exemplos, seus bons gestos para que um dia o mundo seja um pouco melhor, assim, a existência se justifica.Mesmo agindo de forma politicamente correta, a Menina sofre preconceitos devido a sua escolha. A Mulher acha correto ser assim e não admite que as pessoas a vejam como uma pessoa má simplesmente porque não crê em Deus. Aliás, ela é contrária a qualquer tipo de preconceito, cada pessoa tem o direito de ser o que é. Apesar de conviverem no mesmo corpo, a Menina e a Mulher não estão em conflito.
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